Conselho das Entidades se reúne com Bancada de Joinville

Conselho das Entidades se reúne com Bancada de Joinville

O Conselho das Entidades Empresariais de Joinville se reuniu na segunda-feira, 21 de outubro, com a Bancada de Joinville, formada por deputados estaduais e federais eleitos pela cidade e região. Estiveram presentes os deputados federais Coronel Armando, Darci de Matos, Rodrigo Coelho e Carlos Chiodini e o deputado estadual Fernando Krelling. O encontro foi realizado na sede da Acomac.


Integrado por Acij, CDL, Ajorpeme e Acomac, o Conselho das Entidades apresentou os seguintes assuntos para discussão: Serra Dona Francisca; Presídio Feminino de Joinville; Reforma Tributária; licenças ambientais; cenário para as eleições de 2020; reduções dos voos pelo aeroporto de Joinville; correção do Simples Nacional; incentivo fiscal; redução do ICMS do diesel na aviação; contorno ferroviário; e lei de abuso de autoridade.


SERRA DONA FRANCISCA


A necessidade de melhorias na segurança da SC-418 (Serra Dona Francisca) foi um dos temas de destaque na conversa com os parlamentares. O deputado federal Rodrigo Coelho informou que destinará uma parte da emenda parlamentar individual para esse projeto. "Nós precisamos, de algum modo, colaborar com isso para que haja mais segurança. O governo não tem dinheiro e não tem como tirar leite de pedra", enfatizou. Segundo ele, os outros políticos presentes deveriam fazer a mesma coisa. "Seria também importante sugerir à Prefeitura de Joinville que invista parte da verba da Cosip na iluminação da Serra", afirmou.


O deputado estadual Fernando Krelling lembrou que a melhoria deve ser na sinalização vertical e horizontal. "Havia um projeto de lei que bania os radares e hoje há uma judicialização. As lombadas eletrônicas são possíveis", explicou. Krelling citou o caso da Serra de Curitiba, que teve redução de acidentes com a instalação de radares no local. "Ou o governo enfrenta o Ministério Público e o Tribunal de Contas com a justificativa de que houve 25 mortes nos últimos anos na Serra Dona Francisca ou mantém da forma como está e fazemos as coisas de forma paliativa", afirmou. Sobre a Cosip, Krelling disse concordar com o deputado Rodrigo Coelho, mas lembrou que é importante que o governo estadual dê uma contrapartida, "pois já pagamos diversas contas do Estado".


REFORMA TRIBUTÁRIA


O deputado Darci de Matos disse que as reformas previdenciária, tributária e administrativa são essenciais. "Associadas às privatizações e às concessões, ajudarão no crescimento". Segundo ele, a nova economia está sofrendo uma invasão fiscal. "Com a reforma, vamos ter um reaquecimento da economia porque o Brasil está engessado. Os demais países evoluídos têm uma devolução maior em educação, saúde, segurança e na questão social", enfatizou.


Para Chiodini, a Reforma Tributária é subjetiva. "Todos estão cientes de que é necessária, mas há reclamações de segmentos do setor produtivo. Eu tenho esperança de que seja votada ainda neste ano, mas haverá muitos segmentos que se sentirão prejudicados".


Coronel Armando acrescentou que várias frentes estão sendo atacadas, mas que a prioridade é a Reforma da Previdência. "A Reforma Tributária deve demorar um pouco. Falta o governo se colocar, isso deve ser coisa para o ano que vem", informou. O deputado Rodrigo Coelho disse que a Reforma Tributária está sendo mais complexa que a Reforma Previdenciária. "Não há consenso, por isso deve vir algo do governo. Precisamos ter a possibilidade de avançarmos para que venham tantas outras que serão consequência", salientou.


REFORMA ADMINISTRATIVA


O deputado federal Darci de Matos falou sobre a auditoria da folha de pagamento da União, que, segundo ele, tem no mínimo 10% de salários fantasmas. "Teremos de enfrentar a redução do Estado e eu vou fazer essa proposição", destacou. Para o deputado, os funcionários precisam ser avaliados pela meritocracia. "É fundamental essa discussão. O servidor público deve ser igual a qualquer outro funcionário de empresa. A reforma Administrativa será importante para enxugarmos a máquina".


VOOS E INCENTIVO FISCAL


Coronel Armando defendeu que é preciso trabalhar bastante para que haja mais voos pelo aeroporto de Joinville. "Estamos fazendo um trabalho em conjunto com os outros deputados federais para pressionar e tentar reverter esse quadro. A vinda de novas empresas para o País é uma boa notícia. É uma pressão conjunta", disse. O deputado Chiodini lembrou que outros Estados fizeram projetos interessantes e citou o exemplo do Paraná. "A aviação regional é inevitável, mas sabemos da dificuldade de se manter uma empresa aérea no Brasil".


Darci de Matos entende que as passagens só ficarão mais baratas quando vierem novas empresas, e ele afirmou ter esperança de que isso aconteça. Krelling acrescentou que o assunto (incentivo fiscal, com redução do ICMS do diesel na aviação) passou pela Assembleia com algumas emendas e contrapartidas. "Passou pela Comissão de Finanças, foi aprovado em plenário e agora o governador precisa sancionar. Santa Catarina está muito abaixo da média dos outros Estados. Precisamos ter um equilíbrio de competitividade", explicou o parlamentar. Rodrigo

Coelho lembrou que em breve haverá uma audiência na Acij para abordar esse tema.


CONVERSA COM O GOVERNADOR


A dificuldade da bancada joinvilense em ter uma agenda com o governador Carlos Moisés da Silva foi unanimidade entre os parlamentares. João Martinelli, presidente da Acij, lembrou que o governador disse em campanha que não iria viajar pelo Estado, pois conhecia as necessidades de Santa Catarina. Martinelli discorda desse posicionamento. Krelling informou que teve apenas uma reunião com o governador para tratar com exclusividade sobre questões da cidade. Reforçou que o Comandante Moisés recebeu 70% dos votos de Joinville.


Rodrigo Coelho também lembrou que os joinvilenses estavam acostumados com governadores que faziam um roteiro intenso de agendas na cidade. A sugestão dele é de que a bancada regional e as entidades de classe da cidade agendem uma reunião com o governador para cobrar mais atenção às necessidades dos municípios da região Norte, principalmente de Joinville. O presidente da Acij reforçou que as entidades de classe representam 200 mil trabalhadores.


José Manoel Ramos, presidente da CDL, falou que as extintas secretarias regionais aproximavam, de alguma forma, o governador das cidades. "Com o fim das secretarias houve um distanciamento muito grande e isso dificultou bastante o atendimento dos pleitos por Joinville", disse o empresário. Fernando Bade, presidente da Ajorpeme, defendeu a união de forças para seguir em frente. O deputado Darci de Matos foi enfático: "Nós estamos sendo tratados a pão e água. Continuo ajudando Bolsonaro, mas estamos sendo prejudicados nas verbas que voltam para Santa Catarina".


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