| 22/08/11 - Os primeiros a sentir a crise |
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Dependência da economia global para ter crédito afeta o segmento
O presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de SC (Fampesc), Márcio Manoel da Silveira, explica que a maior parte dos empréstimos obtidos pelos empresários do segmento está ligada a capital de giro. Ou seja, fazer caixa para garantir que o negócio não vá à falência. “Enquanto ele estiver fazendo isso, é sinal de que a política pública para as empresas está errada. O certo seria ele buscar recursos para fazer investimentos e não para pagar as contas rotineiras”, acrescenta o presidente. Os bancos brasileiros que atendem às PMEs captam dinheiro no exterior, a juros pequenos, e oferecem linhas de financiamento no País a taxas muito maiores. A diferença entre as duas taxas chama-se spread no jargão do mercado. O problema é que em momentos de incerteza, como o vivido em relação ao futuro dos EUA e da Europa, os bancos internacionais reduzem drasticamente a oferta de crédito e o resultado de uma oferta menor é que o dinheiro fica mais caro. Resumindo: mesmo que esteja fazendo o dever de casa e administrando bem o seu negócio, o micro e o pequeno empresários ainda dependem do cenário global para obter condições mais favoráveis de financiamento. Uma forma de se proteger desta realidade, afirma Silveira, é planejar, antecipando as negociações com diferentes instituições bancárias antes que o crédito seja necessário.
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