19/08/11 - Copa do Mundo vai criar negócios para as MPEs

Sebrae identificou 65 oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede

 

O setor formado por empresas de vestuário deve gerar 65 oportunidades de
negócios para as micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014.

As oportunidades estão presentes em atividades de apoio, beneficiamento,
enobrecimento - com a preparação de artigos confeccionados – fiação, fibras e
filamentos, tecelagem e malharia e vestuário.

Os dados fazem parte do estudo ‘Mapa de
Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede’, levantamento
inédito desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O levantamento também identificou oportunidades nos setores de agronegócios
(132 oportunidades), construção civil (128), comércio varejista (122), produção associada
ao turismo (117), madeira e móveis (106), tecnologia da informação (105), serviços (56) e turismo (98).

O mapeamento é uma das ações previstas no Programa Sebrae 2014, que
receberá, até 2013, investimentos de R$ 80 milhões. Os recursos estão sendo aplicados
em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais,
Sebraetec, Agentes Locais de Inovação (ALI) e Centrais de Negócios.

No mapeamento do setor têxtil, nas atividades de apoio, estão presentes os
serviços de consultoria e assessoria, equipamentos para a indústria têxtil, produção de
etiqueta e produção de moda. No beneficiamento, a preparação dos fios é o carro-chefe.
No enobrecimento, as atividades de destaques são o comércio atacadista e a preparação
de artigos confeccionados. Na fiação, as oportunidades estão nas fibras manufaturadas e
nas fibras naturais. Na área de fibras e filamentos, os nichos identificados são a produção
de fibras e filamentos artificiais sintéticos, manufaturado artificial, manufaturados sintético
e naturais inorgânicos minerais, animais e vegetais.

Mercado promissor - Na avaliação do coordenador-executivo de projetos da FGV,
Roberto Pascarella, um fato importante para as micro e pequenas empresas atuantes na
área de fibras e filamentos é a busca pela parceria com pesquisadores, consultores e
empresas com marcas já estabelecidas para desenvolvimento de fibras, a partir de novos
insumos. Um exemplo disso são as fibras criadas com material reciclado ou
reaproveitado, para produção de linhas de vestuário e confecção de apelo sustentável.
“Essa iniciativa vai ao encontro da demanda por produtos que agridam o mínimo possível
o meio ambiente e que, de preferência, utilizem resíduos de outros processos produtivos”, explica.

Segundo Pascarella, as oportunidades também vão estar presentes na área de
tecelagem e malharia, com a elaboração de malhas, de tecidos planos e processos. Na
parte de vestuário, os grandes filões são acabamento, acessórios, aviamento, corte,
costura, criação, embalagem e modelagem. “A produção de fibras a partir de sementes,
caules e frutas típicas do país têm na visibilidade gerada pela realização da Copa de 2014
uma boa oportunidade de crescimento e desenvolvimento”, destaca o coordenador
técnico do estudo. A produção de biojoias e de aplicação de trabalhos artesanais em
peças também representará grande vitrine para os produtos brasileiros.

O mapeamento também identificou os setores em que atualmente as pequenas
empresas têm maior atuação, dando escala de densidade de 0 a 1. Nesse sentido,
destacam-se a produção de bijuterias (pulseiras, anéis, colares) (1,0), serviços gráficos,
com serviços de acabamento (0,86), serviços de fotografia especializada (0,75),
fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção (0,77) e
produção de adereços para cabeça (0,77).

Para potencializar todas as oportunidades, as pequenas empresas precisam
investir em conhecimento específico e atender a requisitos eliminatórios e classificatórios apontados pelo mapeamento.

Os requisitos eliminatórios são aqueles, geralmente, de
caráter obrigatório, como certidões negativas de débitos tributários federais, estaduais e
municipais, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição municipal e alvará de funcionamento.
Os classificatórios são os que agregam valor à empresa, estabelecendo
diferenciais competitivos, certificação, aspectos de sustentabilidade, dentre outros.
São de três tipos: documentação específica, gestão e sustentabilidade.
Na documentação geral, destacam-se as evidências de que a empresa possui mecanismos de controle de
qualidade e de gestão de seus processos (planilhas e registros).
Nos requisitos de gestão, está o Certificado do Orgânico (IBD), no caso de produtos biodinâmicos.
Nos de sustentabilidade, destacam-se práticas de Produção Mais Limpa, política de qualidade e gerenciamento de marca.”

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

 

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