Sebrae identificou 65 oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede
O setor formado por empresas de vestuário deve gerar 65 oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014.
As oportunidades estão presentes em atividades de apoio, beneficiamento, enobrecimento - com a preparação de artigos confeccionados – fiação, fibras e filamentos, tecelagem e malharia e vestuário.
Os dados fazem parte do estudo ‘Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede’, levantamento inédito desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O levantamento também identificou oportunidades nos setores de agronegócios (132 oportunidades), construção civil (128), comércio varejista (122), produção associada ao turismo (117), madeira e móveis (106), tecnologia da informação (105), serviços (56) e turismo (98).
O mapeamento é uma das ações previstas no Programa Sebrae 2014, que receberá, até 2013, investimentos de R$ 80 milhões. Os recursos estão sendo aplicados em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais, Sebraetec, Agentes Locais de Inovação (ALI) e Centrais de Negócios.
No mapeamento do setor têxtil, nas atividades de apoio, estão presentes os serviços de consultoria e assessoria, equipamentos para a indústria têxtil, produção de etiqueta e produção de moda. No beneficiamento, a preparação dos fios é o carro-chefe. No enobrecimento, as atividades de destaques são o comércio atacadista e a preparação de artigos confeccionados. Na fiação, as oportunidades estão nas fibras manufaturadas e nas fibras naturais. Na área de fibras e filamentos, os nichos identificados são a produção de fibras e filamentos artificiais sintéticos, manufaturado artificial, manufaturados sintético e naturais inorgânicos minerais, animais e vegetais.
Mercado promissor - Na avaliação do coordenador-executivo de projetos da FGV, Roberto Pascarella, um fato importante para as micro e pequenas empresas atuantes na área de fibras e filamentos é a busca pela parceria com pesquisadores, consultores e empresas com marcas já estabelecidas para desenvolvimento de fibras, a partir de novos insumos. Um exemplo disso são as fibras criadas com material reciclado ou reaproveitado, para produção de linhas de vestuário e confecção de apelo sustentável. “Essa iniciativa vai ao encontro da demanda por produtos que agridam o mínimo possível o meio ambiente e que, de preferência, utilizem resíduos de outros processos produtivos”, explica.
Segundo Pascarella, as oportunidades também vão estar presentes na área de tecelagem e malharia, com a elaboração de malhas, de tecidos planos e processos. Na parte de vestuário, os grandes filões são acabamento, acessórios, aviamento, corte, costura, criação, embalagem e modelagem. “A produção de fibras a partir de sementes, caules e frutas típicas do país têm na visibilidade gerada pela realização da Copa de 2014 uma boa oportunidade de crescimento e desenvolvimento”, destaca o coordenador técnico do estudo. A produção de biojoias e de aplicação de trabalhos artesanais em peças também representará grande vitrine para os produtos brasileiros.
O mapeamento também identificou os setores em que atualmente as pequenas empresas têm maior atuação, dando escala de densidade de 0 a 1. Nesse sentido, destacam-se a produção de bijuterias (pulseiras, anéis, colares) (1,0), serviços gráficos, com serviços de acabamento (0,86), serviços de fotografia especializada (0,75), fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção (0,77) e produção de adereços para cabeça (0,77).
Para potencializar todas as oportunidades, as pequenas empresas precisam investir em conhecimento específico e atender a requisitos eliminatórios e classificatórios apontados pelo mapeamento.
Os requisitos eliminatórios são aqueles, geralmente, de caráter obrigatório, como certidões negativas de débitos tributários federais, estaduais e municipais, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição municipal e alvará de funcionamento. Os classificatórios são os que agregam valor à empresa, estabelecendo diferenciais competitivos, certificação, aspectos de sustentabilidade, dentre outros. São de três tipos: documentação específica, gestão e sustentabilidade. Na documentação geral, destacam-se as evidências de que a empresa possui mecanismos de controle de qualidade e de gestão de seus processos (planilhas e registros). Nos requisitos de gestão, está o Certificado do Orgânico (IBD), no caso de produtos biodinâmicos. Nos de sustentabilidade, destacam-se práticas de Produção Mais Limpa, política de qualidade e gerenciamento de marca.”
Fonte: Agência Sebrae de Notícias |